
No meio das densas trevas
Do desengano e do desespero
Ali – ali está ela
A me curar todo o medo.
É macio e quente, aquoso e frio
O toque de suas mãos
Ela é de amor um rio
É um desvario de loucos e sãos.
No desespero – lá está ela
É uma bela e alva donzela
A espreitar pela tua janela
Para te levar embora da cela.
A esperança não existe
Se ela não está lá
Para te dizer: “Meu amigo, partiste
Por isso vim te alegrar”
Não tenha medo;
Ela não te fará mal
Quando vier, apenas o segredo
Te dirá sobre o mortal
E então implorarás
Para que ela te leve embora;
Ela do teu sofrimento te libertará
Para te mostrar as alegrias da aurora!
Não há em seu jardim decepção
Não há desengano e tristeza;
Há a magnífica e desejada solidão.
A rosa negra mostra sua beleza
E jamais te abandonará
A esperança apenas existe
Quando ela vem te buscar.
Venha donzela, me faça dormir para sempre
Porque a ti não tenho coragem de me entregar.
















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