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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Valor do guerreiro


Embora tenha passado por tudo que passei,
não me arrependo dos problemas em que me meti
-- Por que foram eles que me trouxeram
até onde desejei chegar.

Agora tudo que tenho é esta espada, e a
entrego para todo aquele que deseja seguir sua
peregrinação.

Levo comigo as marcas e cicatrizes dos combates
-- Elas são testemunhas do que vivi, e recompensas
do que conquistei.

São estas marcas e cicatrizes queridas que
vão me abrir as portas do paraíso.

Houve época em que vivi escutando histórias
de bravura.

Houve época em que vivi apenas porque
precisava viver.

Mas agora vivo por que sou
um guerreiro,e por que quero um dia estar na
companhia daquele por quem lutei.


(Jhon Bunyan)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Inside poético by: Schiyp




Doravante....nos tempos
antigos celebrávamos o tempo,
celebrávamos a vida.
Agora cultivamos a nossa
mesquinharia, nossas imperfeições.
Mas algo se encontra latente.
Um grito ressurge
dos mais profundos séculos.
Agora semeamos a
nossa era, semeamos
a nossa vontade, abraçamos
a nossa juventude pagã

BY: Schiyp

quarta-feira, 18 de março de 2009

Um Cavaleiro Negro Vindo Do sol



Um Cavaleiro Negro Vindo Do sol / by Ana Flávia Demienn -
Conto dedicado ao meu amigo e irmão, Marcos Els.



Um cavaleiro. Sem escudos de prata e espadas de bronze, vestido tão somente e simples de arnês e cabelos longos, às vezes um elmo em negro, era assim que se apresentava para o mundo entregue a devaneios de inquietação e ansiedades insaciáveis mil.Mark era seu nome. Um rapaz jovem, dos seus 21 anos, alvo, magro, cujos cabelos longos anelado nas pontas não mentiam ser ele, um soldado saído do vigor do sol.Amante profundo do espírito que voa, ainda que em sonhos, pelos céus onde guerreiros imensos habitam, era, na terra, a fim das escuridões que lhe inspirassem momentos sepulcrais de silêncio.Para Mark a paz devia ser parda pois neutra, em seu coração e singular e imparcial era, o que, nesta singela mas brava fé, fazia ele tornar-se um cavaleiro entre os demais homens.Num de seus dias como em tantos outros, foi, como num ritual, visitar seu cemitério preferido, tumbas de mármore pesado e branco onde somente os corvos ali pousavam e voavam sobre o imenso céu muitas vezes vermelho, carregado de nuvens cinza; aves as quais ele tinha estreita simpatia e que, íntimas, lhe pousavam nas mãos ruflando com suas belas plumagens negras, seus dedos delgados e brilhantes de alvura, emaranhando-se por seus cabelos.Mark sorria encantado com os belos pássaros e em silêncio alegre de gravidade, porém iluminado de juventude, lhes sussurrava preces imperceptíveis dos homens porém, de fácil entendimento àqueles corvos que pareciam abraçar todo um mundo incomum que somente ele, Mark, se encontrava apto a ter méritos, autoridade e poder para ali estar.Pois bem...Repentinamente, sorvendo sua alma e corpo, toda aquela atmosfera, o cavaleiro viu-se flutuar transformando-se gradativamente numa parda Fênix.Assustou-se mas, no céu que lhe regia e comandava toda a bela harmonia daquele cemitério, uma gigantesca "Treva" lhe suspendeu no seu manto e lhe disse:"- Tu és uma Fênix agora Mark, mas aos poucos, tu voltarás a fenecer homem; nos momentos que fores tu, baixando até o chão, recuperarás tua juventude e voltarás a ser um soldado do sol.Eu te transformei nesta Fênix para que tu possas sentir o cheiro e a leveza do teu Espírito ainda que na dor, esteja eu em ti; porque sou Treva mas sou entanto, a paz que te ampara no mundo por ser eu tua amiga, tua irmã e ser, serva do sol que te inspira a beleza.Eu te dou, em murmúrios, a presciência da tua inteligência junto a estas aves infinitas que tu vês abençoarem, sem que tu desconfies, a tua vida e o teu coração. Os teus corvos são teu exército alado. Jamais Mark, vá contra os desígnos do teu coração que vezes muitas venta caprichoso por querer-te de volta no sol.Volta para casa que o céu azul, divino, te rege, e eu estou por ele -"Lágrimas escuras nasceram daqueles fundos olhos azuis e o cavaleiro sentiu-se e compreendeu ser, a alma de uma Fênix constante estar a rogar por seu estandarte:A paz, feita de negras vestes em brisa sempre, no poente dos mundos.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Lenda (para Homens e Mulheres)




O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava furtivamente em um bosque. O Rei poderia tê-lo matado no ato, pois tal era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil.
A pergunta era: - O que realmente as mulheres querem?
Semelhante pergunta deixaria perplexo até ao homem mais sábio, e ao jovem Arthur lhe pareceu impossível de respondê-la. Contudo aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou a interrogar as pessoas. À princesa, à rainha, às prostitutas, aos monges, aos sábios, ao palhaço da corte, em suma, a todos e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços.
Chegou o último dia do ano acordado e Arthur não teve mais remédio senão recorrer à feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição, primeiro aceitaria o preço. Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da távola redonda e o mais íntimo amigo do Rei Arthur!
O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos... nunca havia topado com uma criatura tão repugnante. Se acovardou diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível. Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e da preservação da Távola Redonda.
Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: - O que realmente as mulheres querem é: Serem soberanas de suas próprias vidas!!!
Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo. Assim foi ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade. Porém, que bodas tristes foram aquelas... toda a corte assistiu e ninguém se sentiu mais desgarrado entre o alivio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain, se mostrou cortês, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso.
Chegou a noite de núpcias. Quando Gawain, já preparado para ir para a cama aguardava sua esposa, ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. A jovem lhe respondeu com um sorriso doce, que como havia sido cortês com ela, a metade do tempo se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com aspecto de uma linda donzela.
Então ela lhe perguntou qual ele preferiria para o dia e qual para a noite? Que pergunta cruel, ... Gawain se apressou em fazer cálculos... Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e a noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa ou quem sabe ter de dia uma bruxa e a uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal.
O que vocês o teriam preferido? ... o que teriam escolhido?
A escolha que fez Gawain está mais abaixo, porém antes tome sua decisão.
É MUITO IMPORTANTE QUE SEJAM SINCEROS COM VOCÊS MESMOS. ???? ???? ???? ????? ????? ???? ???? ???? ????? ?????
O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma. Ao ouvir a resposta, ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser dona de sua vida.
Moral da história!
Não importa se a mulher é bonita ou feia, no fundo sempre é uma bruxa!
PS: Interessante, não? Mesmo que não concordem muito, os homens aqui que foram sinceros consigo mesmos percebem ao final o que Eles realmente são.

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Bosque dos sonhos



O castelo dos nossos medos


No bosque dos sonhos existe um castelo que guarda os nossos medos. Ninguém sabe exatamente onde se encontra, pois o desafio é achar o caminho de volta. Sabe-se que fica entre a esquina da rua do Silêncio com a da Atitude. Às vezes a vida nos transporta para lá. Pode ser fascinante, mas também assustador. Possui um colorido sombrio, como aquele que vemos quando sonhamos e não sabemos ao certo as cores, mas temos a certeza de que existiam e pareciam até reais. As paredes de concreto abrigam o abstrato da fantasia. Todos os muros e colunas têm aquarelas musicadas soando ecos de exclamações. Pois lá é o lugar onde são enterrados em pintura aqueles impulsos mortos do que se pensou em fazer e por medo desistimos.
Quando nascemos, nós fomos apresentados a aquele lugar estranho ainda com os olhos muito fechados, por muitas vezes achávamos aterrorizante e começávamos a chorar. Era quando apareciam os fantasmas, os bichos-papões... E logo o nosso alarme berrante fazia com que nossos pais nos salvassem. Mas outras vezes nossos olhos deixavam ocultas imagens necessárias para que conseguíssemos enxergar as cenas mais belas que nenhum adulto sequer conseguiria atingir. Nesses momentos, nossos desenhos foram motivos de risos
Com o tempo fomos crescendo, vencendo os medos e amadurecendo nossa presença neste lugar. As nossas responsabilidades aumentando, decepções crescentes, faz-se necessária nossa ida, onde lá a paz é constante. Já não berramos como antigamente, não temos heróis e por isso a dor parece ser maior. O mundo é monstruoso, maior do que o antigo "monstro do armário"... Com quem podemos contar? Estamos sozinhos, e nos damos conta de que somos todos sozinhos...
É por isso que no castelo dos medos existem anjos. Geralmente somos abordados por eles, que tomam conta de nós . Suas pranchetas sussurram nos nossos ouvidos perguntas como: " Por que aquela pessoa que eu tanto amava se foi?", "Por que eu tive que passar por este momento tão difícil na minha vida?", "Por que meu casamento está em crise, ou não deu certo?" entre tantas outras perguntas curiosas.
Os anjos cuidam de nós e faz, não com que enxerguemos o "porque" , mas com que através da reflexão nossas forças sejam renovadas para acharmos uma saída. Afinal, no momento em que a vida nos leva ao castelo, voltamos a reviver aquela criança frágil e precisamos de alguém que nos salve, que escute nosso berro engolido. Porque fomos educados para não chorar, para sermos adultos silenciosos. E ficamos na amargura, encolhidos no nosso medo, olhando as pinturas na parede que mostram as atitudes não realizadas. As oportunidades que perdemos e poderiam ter mudado nossa direção... Aquele beijo que não demos antes do adeus... O perdão em que o orgulho ferido não concedeu.... As palavras carinhosas que muitas vezes queríamos ter dito e não dissemos... Aquele trocado que não dei ao menino que passava fome na rua... Aquele amigo que pediu ajuda e não tivemos tempo... Aquela pessoa que não tivemos coragem de nos envolver...
Os olhos voltam a ser aqueles pueris, e se fecham em lágrimas e imagens estreitas, como aquelas do nossos desenhos. E quando vemos, revivemos a arte da nossa infância, temos olhos no escuros e passamos a enxergar o que não atingíamos . Enxergamos que é necessário tristezas para que encontremos a felicidade, que é preciso perder para ganharmos . Existem pessoas que passam a vida toda trancadas no castelo, mas bem no fundo sabem que é por própria opção dela, que é possível achar a saída. Assim passamos toda a nossa vida saindo e entrando sempre no bosque dos sonhos... Porque lá existe o castelo dos medos que nos renova a coragem de prosseguir e faz com que avistemos do alto os melhores caminhos. Aliás, foi do alto da janela deste castelo que escrevi este conto... Foi através deste conto que encontrei a minha saída.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Para o pequeno Príncipe


Nossa, há quanto tempo...Como vão as coisas no seu pequeno planeta?

Aqui no meu, andam imensamente estranhas

-muito baobá para pouca flor, se é que você entende meus simbolismos.

Quem sempre fala de você é aquela ex-miss que vivia chorando por sua causa, lembra? Ela me contou da sua amizade com a Raposa.

Princípe, como você é meu amigo de infância, não posso deixar de alerta-lo. Cuidado com a Raposa.

Ela parece uma coisa, mas é outra. Faz-se de fofa e é uma cobra, uma chantagista.

Quando a conheci, ela disse que não podia conversar comigo, pois não sabia quem eu era."A gente só conhece bem as coisas que cativou", ela falou toda insinuante.


" A Raposa exige a certeza do compromisso, impondo regras á troca afetiva.

Veja que coisa infantil. Acha que os outros são responsáveis pela felicidade dela "



Respondi que, se nós dois nos cativássemos, ela ficaria triste quando eu for embora. Foi quando saquei que ela queria ter um 'cacho' comigo, pois a Raposa pegou no meu cabelo - eu estava loiro na época - e disse que tudo bem, porque ela olharia os campos de trigo e se lembraria de mim.

Marcamos um encontro para o dia seguinte, às 4. E ela me pediu para chegar às 4 em ponto, dessa forma ela ficaria feliz desde as 3 somente por esperar o momento do nosso encontro.

Achei estranho, mas pensei que fosse charme. Não era.

Cheguei 15 minutos atrasado e a Raposa surto.

Falou que nós somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. E perguntou para mim olhando diretamente nos meus olhos, se eu tinha consciência de que "perder tempo" com o outro é o que faz a história importante.

Percebeu o tom de chantagem? Ela joga na cara tudo o que faz em nome do outro. Ela deseja, afeto mas o quer com uma responsabilidade de mão única.

Porém, também somos responsáveis quando nos deixamos cativar - relacionamentos são vias de mão dupla.

A Raposa exige a certeza de um compromisso com hora marcada, impondo regras á troca afetiva. As regras dela, claro, já que ela quer todo o afeto a favor do seu bem-estar.

Chega a ponto de dizer que será feliz porque você virá. Como se a felicidade fosse algo condicionado ao outro, à espera do outro, ao encontro do outro.

Veja que coisa infantil. São as crianças que precisam de horários certinhos e de associar suas emoções às pessoas com quem se relacionam. Sentindo prazer ou desprazer diante da ausência ou presença da mãe ou do pai ou de quem quer que seja. Na criança, ainda não há um universo interior, entendeu? Quando nós crescemos, temos de conseguir ver o mundo através das próprias perspectivas.
Enxergar a beleza de um trigal sem nos lembrarmos de ninguém.

A Raposa, como uma criança assustada, quer que aquelas que a amam estejam com ela na hora em que ela deseja. Achando que eles são "responsáveis" pela felicidade dela. Ou seja, o outro lhe deve algo por tê-la cativado.

Desde esse dia, não falo mais com ela. E aconselho você a fazer o mesmo. Ela não é flor que se cheira.

Saudades distantes.





"Sahel"

[exorcisando um fantasma do meu passado]